A cena do tribunal em Só Restam as Rosas é de partir o coração. Ver Cid Paiva sendo condenado e depois implorando por uma chance através do vidro mostra o desespero de quem perdeu tudo. A frieza de Sueli ao recusar qualquer relação futura cria uma tensão insuportável. É um drama pesado, mas necessário para entender a profundidade da dor deles.
A transição da prisão para o parque ensolarado em Só Restam as Rosas é brilhante. Ver o pedido de casamento feliz contrastando com a realidade atual de Cid Paiva dói na alma. A promessa de que ele jamais a deixaria sofrer soa irônica agora. Essa narrativa não linear captura perfeitamente a tragédia de um amor que deu errado.
Sueli não teve piedade nenhuma ao dizer que jamais perdoaria Cid Paiva se seus pais fossem feridos. A expressão dela segurando o café enquanto ele grita do outro lado do vidro é de uma frieza calculada. Em Só Restam as Rosas, essa cena define o fim de qualquer esperança. É difícil assistir, mas a atuação é impecável.
Ver os pais de Sueli felizes no parque, falando sobre fazer a sopa favorita dela, enquanto Cid Paiva está preso, é um contraste brutal. Em Só Restam as Rosas, essa felicidade passada serve apenas para destacar a escuridão do presente. A inocência daquela época contrasta com a dureza da sentença de dois anos.
A cena final onde a mão de Sueli quase toca a de Cid Paiva, mas ela recua dizendo que não está preparada, é devastadora. Em Só Restam as Rosas, esse gesto simboliza o abismo intransponível entre eles agora. Ele estende a mão em vão, e o brilho do sol no parque parece apenas iluminar a solidão dele.
Como Cid Paiva, que prometeu proteger Sueli de qualquer arranhão, acabou sendo condenado por sequestro? Só Restam as Rosas nos deixa com essa pergunta angustiante. A transformação dele de um noivo apaixonado para um prisioneiro algemado é rápida e chocante. A narrativa corta fundo na psicologia dos personagens.
O vidro entre Cid Paiva e Sueli na prisão é a metáfora perfeita para a situação deles em Só Restam as Rosas. Ele pode vê-la, mas não pode tocá-la. Ela pode ouvi-lo, mas escolhe não sentir. A cena dele batendo no vidro enquanto é arrastado pelos guardas é visualmente poderosa e emocionalmente destrutiva.
Lembrar de Cid Paiva dizendo nesta vida só amarei você e depois vê-lo sendo sentenciado por sequestro é de doer. Só Restam as Rosas constrói uma tragédia grega moderna onde o amor não é suficiente para salvar ninguém. A atuação dele transmitindo choque e incredulidade na sentença é digna de prêmio.
Sueli poderia ter dito algo diferente, mas o não dela foi definitivo. Em Só Restam as Rosas, a recusa dela em ter qualquer tipo de relação, mesmo numa próxima vida, sela o destino trágico. A forma como ela vira as costas e o cabelo dela cobre o rosto no final da cena da prisão mostra que ela também está sofrendo, mas não vai ceder.
A fotografia de Só Restam as Rosas merece destaque. O contraste entre a luz fria e azulada da prisão e o verde vibrante e ensolarado do parque cria uma separação clara entre o inferno atual e o paraíso perdido. Ver Cid Paiva estendendo a mão na grama, sozinho no final, é uma imagem que fica na cabeça.
Crítica do episódio
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