A tensão inicial é palpável quando Tina confronta Primo sobre a promessa do Grupo Paiva. A expressão dela mistura decepção e raiva, enquanto ele parece desconfortável. A chegada da 'maluca' Sueli Soares adiciona uma camada de caos, transformando uma discussão corporativa em um drama pessoal. Em Só Restam as Rosas, as alianças são frágeis e as promessas, facilmente quebradas.
Sueli Soares é o elemento disruptivo perfeito. Ela não apenas aparece, mas contrata uma falsa secretária e incita os seguranças, criando um tumulto no Grupo Soares. A forma como ela manipula a situação para excluir Primo e seu grupo é brilhante. A cena da expulsão, com os seguranças seguindo ordens cegas, mostra o poder que ela exerce, mesmo sendo uma 'ex-noiva'.
Primo tenta manter a compostura, mas sua arrogância transparece quando ele ordena que quebrem a mão de quem ousou tocar em Tina. Sua reação é desproporcional e revela um temperamento volátil. A maneira como ele lida com a situação, passando de vítima a agressor, é um dos pontos altos de Só Restam as Rosas, mostrando que ele não é um homem de negócios, mas um valentão.
A cena em que Primo humilha o segurança é de uma crueldade gratuita. Ele usa seu poder e status para menosprezar alguém que está apenas fazendo seu trabalho. A pergunta 'Dói ou não dói?' é sádica e revela a verdadeira natureza de Primo. Tina, ao seu lado, assiste com um sorriso, mostrando que ela compactua com essa violência, o que a torna tão culpada quanto ele.
A aparição da mulher de preto no final é cinematográfica. Ela surge entre as catracas com uma presença imponente, interrompendo a violência de Primo. Seu 'Parem!' ecoa com autoridade, sugerindo que ela é uma figura de poder que não tolera esse tipo de comportamento. Essa entrada dramática muda completamente o rumo da cena e deixa o espectador ansioso pelo que vem a seguir em Só Restam as Rosas.
Tina se apresenta como vítima, reclamando que foi agredida, mas sua reação à violência de Primo é de satisfação. Ela cruza os braços e sorri enquanto ele humilha o segurança. Isso levanta a questão: ela é realmente uma vítima ou está usando a situação para seus próprios fins? Sua complexidade moral é um dos aspectos mais interessantes de Só Restam as Rosas.
A luta pelo controle do Projeto Estrela é o pano de fundo para uma batalha de egos. Primo e Tina representam um poder estabelecido, mas frágil, enquanto Sueli Soares é a força do caos que desafia a ordem. A intervenção dos seguranças e a posterior humilhação de um deles mostram como o poder é exercido e abusado nesse ambiente corporativo tóxico retratado em Só Restam as Rosas.
A violência não é apenas física, mas também psicológica. Primo usa a ameaça de violência para impor sua vontade, enquanto Sueli usa a manipulação para conseguir o que quer. A cena do bastão sendo usado para intimidar e depois para agredir é um símbolo claro de como a força bruta é a última risorsa quando o poder formal falha. Uma crítica social ácida em Só Restam as Rosas.
Quem é essa mulher que entra com tanta autoridade? Ela parece ter um poder maior que Primo e Sueli. Sua chegada no momento exato sugere que ela estava observando tudo. Será ela a verdadeira responsável pelo Grupo Soares? Ou uma mediadora de conflitos? Sua presença enigmática adiciona uma nova camada de intriga a Só Restam as Rosas, deixando todos os personagens em xeque.
Mais do que uma briga corporativa, a cena reflete as dinâmicas de poder e abuso em nossa sociedade. Os fortes oprimem os fracos, as promessas são quebradas por conveniência e a justiça é uma mercadoria para quem pode pagar. Só Restam as Rosas usa o drama exagerado para espelhar realidades desconfortáveis, fazendo o espectador refletir sobre quem são os verdadeiros vilões nessa história.
Crítica do episódio
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