A cena em que a protagonista é humilhada publicamente é de partir o coração. A frieza da antagonista ao revelar os segredos da família mostra uma crueldade calculada. Ver alguém perder a compostura gritando 'Eu sou rico' na rua é trágico e realista. Em Sou o protagonista, a linha entre sanidade e desespero é tênue.
A transição da negação para o surto psicótico foi brilhantemente atuada. A protagonista tenta se agarrar à riqueza como única identidade restante. A cena noturna com estranhos apontando reforça o isolamento total. Sou o protagonista não poupa o espectador da dor crua da rejeição social e familiar.
A dinâmica entre os dois homens no escritório revela muito sobre hierarquia e controle. A raiva contida de um contra a incompetência do outro cria uma tensão palpável. A menção ao hospital psiquiátrico como solução rápida mostra a frieza corporativa. Em Sou o protagonista, ninguém está seguro.
Gritar 'Eu sou rico' enquanto se é arrastado pela polícia é a definição de tragédia moderna. A personagem perdeu tudo, menos o orgulho ferido. A sociedade vira as costas imediatamente. Sou o protagonista nos faz questionar quanto vale nossa dignidade perante o dinheiro.
Usar o alcoolismo do pai e o vício do irmão como munição foi um golpe baixo, mas eficaz. A antagonista conhece as fraquezas alheias e as explora sem piedade. A reação de desespero da vítima foi inevitável. Em Sou o protagonista, o passado é sempre usado contra você.